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Tarifas

Tarifação 30/6, 60/60 e 30/30: entenda como cada segundo é cobrado

Publicado em 17 jul 2026 · 6 min de leitura

Duas propostas de telefonia podem trazer exatamente o mesmo preço por minuto — e uma delas sair 25% mais cara no fim do mês. O truque não está na tarifa: está no esquema de tarifação, aquele parzinho de números (30/6, 60/60, 30/30) que quase ninguém lê e que define quantos segundos da sua chamada viram cobrança. Neste artigo, destrinchamos os três esquemas mais comuns no Brasil e fazemos a conta, segundo a segundo.

O que significam os dois números

A notação é sempre mínimo/incremento:

60/60 — o minuto cheio

Herança da telefonia fixa antiga: qualquer fração de minuto vira um minuto inteiro. Uma chamada de 1 minuto e 1 segundo é cobrada como 2 minutos. É o esquema mais caro para quem faz chamadas curtas — e o mais comum em contratos de varejo.

30/30 — o meio-termo

Bloco mínimo de 30 segundos e incrementos de 30. Melhor que o minuto cheio, mas ainda arredonda de forma agressiva: 31 segundos após o mínimo viram 60.

30/6 — o padrão justo

Mínimo de 30 segundos e, a partir daí, cobrança de 6 em 6 segundos. O arredondamento máximo possível é de 5 segundos por chamada. É o esquema padrão da telefonia VoIP empresarial séria — e o único dos três que respeita a duração real da conversa.

A mesma chamada de 47 segundos nos três esquemas

Vamos ao teste definitivo. Uma chamada para celular durou 47 segundos, com tarifa de R$ 0,269/min (a faixa de entrada do clube):

EsquemaComo a conta é feitaSegundos cobradosCusto da chamada
30/630 s mínimos + 3 blocos de 6 s48 sR$ 0,215
30/3030 s mínimos + 1 bloco de 30 s60 sR$ 0,269
60/601 minuto cheio60 sR$ 0,269

A mesma conversa, o mesmo destino, a mesma tarifa nominal — e no 30/6 ela custa 20% menos que nos outros dois esquemas, simplesmente porque só se paga (quase só) o que se falou: 48 segundos cobrados contra 60.

E quando a chamada passa de 1 minuto?

A distância aumenta. Uma chamada de 61 segundos:

No minuto cheio, um único segundo a mais custa um minuto inteiro. No 30/6, custa um bloco de 6 segundos. É essa assimetria que faz o esquema de tarifação valer mais que centavos na tarifa.

O impacto no fim do mês

Chamada curta não é exceção — é a regra. Em operações ativas (vendas, cobrança, confirmação), a maioria das conversas fica abaixo de 1 minuto. Projete uma operação com 10.000 chamadas de 47 segundos num mês, tarifa de R$ 0,269/min:

São R$ 538 a mais por mês — 25% de acréscimo — pagando exatamente a mesma tarifa por minuto. Em um ano, a diferença passa de R$ 6.400: dinheiro que sai do caixa sem aparecer em nenhuma proposta comercial.

No Clube do VoIP, toda faixa é 30/6 — do Membro ao Diamante. A tarifa cai com o volume e a medição é a mesma para todo mundo: bloco mínimo de 30 segundos e incrementos de 6. Sem esquema "especial" escondido no contrato, porque contrato aqui nem existe.

Por que nem todo fornecedor oferece 30/6

Porque o arredondamento é margem invisível. Um fornecedor que cobra 60/60 fatura, no exemplo acima, 25% a mais sem tocar na tarifa de vitrine — e a maioria dos clientes compara apenas o preço por minuto. O esquema de tarifação é onde a proposta "imbatível" recupera o desconto que anunciou. Por isso a nossa recomendação de sempre: ao comparar fornecedores, leia o par de números antes de ler a tarifa. Já explicamos no artigo sobre precificação por volume que tarifa boa sem medição justa é pegadinha.

Como conferir na prática

Não confie no que está no rodapé da proposta: confira no extrato. Todo painel decente exporta CDRs (registros de chamada) com duração real e valor cobrado. O teste leva cinco minutos:

Aproveite o mesmo CDR para verificar outro fator que muda o resultado da operação: a qualidade do identificador de chamadas. Uma rota barata que entrega CLI ruim derruba a taxa de atendimento — e aí nem o 30/6 salva a conta.

Conclusão

Esquema de tarifação é a letra miúda mais cara da telefonia. Entre 30/6 e 60/60 existe, para o mesmo preço nominal, uma diferença real de até 25% em operações de chamadas curtas. A regra do clube é simples: tarifa pública, medição 30/6 para todas as faixas e CDR aberto para quem quiser conferir a conta — porque atacado sério não precisa de arredondamento para fechar o mês.

Tarifa justa se mede em segundos

Conheça as quatro faixas do clube — todas com tarifação 30/6 e créditos válidos por 12 meses.

Ver a tabela de tarifas